Com o objetivo de reforçar a cultura do respeito na comunidade universitária, a Universidade Federal do Pará (UFPA) elaborou a campanha institucional "Respeito na UFPA e em Todo Lugar". A iniciativa foi estruturada para adotar ações de prevenção e enfrentamento a todas as formas de violência, assédio e discriminação, além de aprimorar o acolhimento a vítimas e o fluxo de apuração de denúncias.
A campanha alinha-se às diretrizes da Resolução nº 815, de 03 de março de 2020, do Conselho Universitário (CONSUN), que instituiu formalmente a política de enfrentamento a essas práticas no âmbito da instituição.
Objetivos Estruturais da Campanha
A mobilização institucional foi projetada com base em metas específicas voltadas à conscientização e à governança interna, destacando-se:
- Sensibilização e Capacitação: Promoção de ações informativas para identificar casos de assédio moral, sexual e discriminação, além de oferta de capacitação continuada para servidores e gestores sobre direitos humanos e integridade no serviço público.
- Acolhimento Qualificado: Estruturação de práticas de assistência humanizada com pessoal qualificado, assegurando os critérios de confidencialidade, privacidade e sigilo das informações dos denunciantes.
- Protocolos e Responsabilização: Criação de fluxos claros de denúncia e apoio à apuração célere dos casos, garantindo o contraditório, a ampla defesa, o devido processo legal e as devidas penalidades em caso de confirmação das violações.
Canais de Acolhimento Estabelecidos
Como parte da rede de apoio permanente, a instituição definiu unidades de referência específicas para o atendimento inicial de vítimas:
- Para Estudantes: O acolhimento é centralizado na Superintendência de Assistência Estudantil (Saest), localizada no Pavilhão C do Setor Básico (Campus Guamá).
- Para Servidores: O atendimento psicossocial fica sob a responsabilidade da Coordenadoria de Apoio Psicossocial no Trabalho (CAPT/DSQV), situada no Complexo do Vadião (Campus Guamá).
Fluxo de Denúncias
Além das instâncias de acolhimento e suporte psicológico, o protocolo institucional fixou a Plataforma Fala.BR como o canal oficial para o registro formal das denúncias. Os procedimentos detalhados de tramitação e os desdobramentos administrativos de cada caso foram compilados no guia oficial da campanha para orientação da comunidade acadêmica.
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